Clube de Permuta é fonte para matéria da Globo sobre o mercado de permutas

Brasileiros enfrentam a crise com criatividade. Em Minas Gerais, empresários e prestadores de serviço estão fazendo permutas para alavancar os negócios.

A fama do salão de beleza nas redes sociais tem criado muitas oportunidades para Vadma. “A gente tem vários grupos na internet. São vários grupos, são mais de 10 mil pessoas envolvidas”, conta a cabeleireira Vadma Tempone.

Depois do expediente ela faz mais cabelo, mais maquiagem. Só que, em vez de dinheiro, recebe algum produto ou serviço. “Essa última ficou em R$ 8,7 mil, tudo permuta. Se não fosse assim eu não ia fazer uma festa...viva a permuta!”, diz Vadma.

É essa ideia tão simples e antiga que tem dado a maior força para os negócios nos últimos tempos.

Um empresário lançou a ideia de um clube de troca só para empresas e já alcançou a marca de 130 associados. O mais recente no grupo é um hotel de luxo lá do México.
“Em termos de negócios a gente cresceu de volume de negócios em torno de 25 a 30% também a mais do que o mesmo período do ano passado”, explica Paulo César Alkimin, coordenador do clube.

“Me procuram, me contratam, mas não me pagam em dinheiro. Em vez de eu gastar o meu capital de giro, o meu dinheiro dentro do caixa da empresa, eu pago com esse crédito”, diz o empresário Lucien Newton.

Crédito que Lucien recebeu do Rafael, da fábrica de móveis, e que também foi usado para comprar a moto do André, que mal teve tempo de se despedir da companheira de viagens.
“Talvez eu venderia pelos R$ 25 mil, mas em um tempo maior, né? Por essa crise que tem acometido o Brasil, mas, no clube, a gente vendeu quase que instantaneamente a moto. Quase que não precisou abrir a boca [para vender]”, afirma o empresário André Luiz Paiva.